A indicação de trombólise endovenosa e trombectomia
envolve decisões independentes. Ou seja, um tratamento não exclui o outro.
Entretanto, a chance da trombolise endovenosa reverter o déficit causado por um
AVC de segmento proximal da artéria
cerebral média é quase nula.
Por essa razão, diante da evidência de oclusão proximal, como o sinal da artéria cerebral média hipertensa, a trombólise endovenosa não deve atrasar a trombectomia. Por exemplo, paciente faz a arteriografia enquanto o trombolítico está sendo infundido e interrompe a infusão para realizar a trombectomia caso seja confirmado a oclusão proximal.
Posteriormente, a avaliação da causa do AVC é
fundamental para definir a terapêutica de prevenção secundária mais adequada.
Apesar dos avanços dos exames diagnósticos, muitas vezes a investigação
complementar habitual não é suficiente para determinar a etiologia do AVC e o
paciente segue sem causa definida.
Um artigo publicado no Neurology este ano discute o benefício do exame histológico do trombo obtido na trombectomia, especialmente útil para elucidação de causas menos comuns de AVC, que pode mudar a conduta médica, como a calcificação do anel mitral.
Para acessar o artigo clique aqui: Neurology 2023;101(7):e777-e779

